• Alana Anijar

A Linha do Tempo das Emoções


Há alguns dias, publiquei um texto aqui no blog falando sobre o Atlas das Emoções, uma ferramenta incrível desenvolvida por Paul Ekman e o Instituto Dalai Lama para te ajudar a ampliar seu alfabeto de emoções.


Hoje, vamos continuar falando sobre Inteligência Emocional. Nos últimos textos, eu venho lhe desafiando a identificar como se sente, o que causou essa emoção e a responder de forma responsável ao que você sente. Essas três coisas compõem a “linha do tempo das emoções”, também chamada "Episódio Emocional".


Um Episódio Emocional é formado de três partes principais: Gatilho, Emoção e Resposta.




O Gatilho é o estímulo, como pensamentos e acontecimentos, que gera uma resposta automática. Por exemplo: você marca de encontrar com seu amigo e ele não aparece.


Reconhecer o gatilho para cada emoção é essencial para desenvolver Inteligência Emocional; afinal, como já falamos antes, a forma que nos sentimos é muito particular e depende fortemente das situações, pessoas e pensamentos que geral esses sentimentos. Paul Ekman afirma que “ao aprendermos os gatilhos específicos, aqueles que compartilhamos com os outros e aqueles que são exclusivamente nossos, seremos capazes de reduzir seus impactos”. Aí está a importância de observar as circunstâncias de geram determinadas emoções.


A Emoção, o próximo elemento do Episódio Emocional, é o conjunto de todas as mudanças físicas e mentais que acontecem a partir do gatilho. Por exemplo: seus músculos do rosto se contraem, seu coração palpita mais depressa e você sente raiva ligada à frustração por não ter encontrado com seu amigo. Cada emoção, portanto, gera um padrão particular de sensações no corpo e de pensamentos.

A Resposta é a sua reação a partir da emoção que foi desencadeada. Ela pode ser ser externa (ligar para o seu amigo e gritar com ele no telefone, por exemplo) ou interna (suprimir ou esconder a emoção).




Paul Ekman nos lembra que, na medida em que nos tornamos mais cientes das sensações ligadas a cada emoção que sentimos, maior a chance de “escolher se conservamos a emoção ou se interferimos nela”. Assim, nossa resposta se torna mais consciente, responsável e saudável para nós mesmos e para aqueles que convivem conosco. No exemplo citado, imagino que você queira manter sua amizade com seu amigo, então em vez de gritar com ele ou suprimir o que você sentiu, uma melhor alternativa seria perguntar o que aconteceu e escutá-lo antes de tomar decisões.


Para praticar isso, aqui vai um desafio: esta semana, mapeie pelo menos três episódios emocionais e reflita sobre sua resposta a eles. Você tem dado respostas construtivas a suas emoções?

Fontes:

“A linguagem das emoções”, Paul Ekman


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